Quando a gente espera a opinião de um fanático, pode se decepcionar pelo excesso de crítica ou de elogio. É o que eu tava pensando ao ver o pocket show em NY, que divulga o Hard Candy, da Maddie, e calculando quantas pessoas iam amar e quantas iam odiar. E isso porque eu vi muitas falhas, mas ao mesmo tempo vibrei com as performances. E como é a nova Madonna? Hãã...a nova Madonna? Hmmm...os mesmos músicos, um figurino já visto antes, os mesmos dançarinos, as mesmas coreografias, os mesmos "are u ready? i said, are are u ready?", ou seja, a mesma Madge que a gente adoura. Isto não é crítica, afinal não se trata de nenhuma turnê, apenas um pocket.
No começo do showzeenho de meia-horeenha, Maddy Wonka prova que your sugar is raw e dá início à apresentação de sua Fantástica Fábrica de Doces, com Candy Shop, música que particularmente eu já tinha enjoado, mas a performance agradou tanto que agora tá de volta à playlist. Muito fácil pensar que o figurino é o mesmo usado na abertura da turnê passada (Jean Paul Gaultier), as rendas pretas customizadas, mas as botas Balenciaga (acho eu) simplesmente arrasam e quase piscam de tão lindas. Aquele salto pink, wow, a maquiagem e cabelos perfeitos, são looshoam:
"Filho da puta. Vai tomar no cu. Porra"
Depois veio Miles Away e aquela parte do violãozinho que todo mundo vai comer um cachorro-quente ou dar uma mijadinha e, finalmente, chega a hora de Justinho entrar em cena, todo tímido. Madonna não tá velhinha, eu discordo quando todo mundo fala, mas o problema é que o Justin parece que tem 12 anos, cagão e cheio de medo de estar perto dela. Se vocês notarem o menino mal encara Madge, que fica toda-toda esperando que ele coma ela com os olhos e, como não há uma resposta, fica parecendo que a diva é uma tia pedófila que ataca o Clube do Mickey:
"Mostra que tu é homem pra tia, vai."
Madonna bebe. O-pá! Não devia. Sério. Não sei se foi pelo álcool, ou por um delay no seu retorno, mas Maddie tava cantando sanduiche-iche no lugar de Hung Up. Sé-ri-o. Antes da música começar, a introdução de Satisfaction dava o tom e Madonna mandava os Rolling Stones se fooder. Hã? E junto com eles, mandava também "fuck the present". FUCK THE PRESENT? Fuck Hard Candy, então? Sim, pois esse era o início da Hung Up versão rock. Eu não entendi na-da e, pelo visto, nem ela. A versão ficou tão confusa que Mad errou grande parte da letra, sem contar o playback, sem sincronia. Neste momento, Elton John vibrou em casa, de pantufas e um óculos de peerooleeto.
"Opa, tô bêbada!" M-Dolla volta ao palco, depois de xingar metade de sua produção (isso eu imaginei) para quebrar tudo com Give to Me. Só que depois de beber, pular e carregar 50 aninhos nas costas, Madge contrariou a letra "don't stop me now, don't need to catch my breath, i can go on and on and on" e provou que precisava siiiiim, de muito ar, água, disposição e habilidádjiam:
"Estou rrrealmentemorrrta."Logo seguida foi a vez de Music, que esteve presente nas suas últimas 3 turnês e tinha tudo pra ser uma música cansativa não fosse as versões legais que cada apresentação oferece. Desta vez, Music estava remixada com Put Your Hands Up for Detroit, a música do Homem-Aranha-Gay. Valeu a pena!
"Valeu, cara! Tamo ae natividadji."